25 May 2013

Começos


Começos. Recomeços. Adoro começos, adoro pensar em coisas novas que podem dar a resposta para todo um passado que se revelou incompleto. Oportunidades, é essa a essência destes meus sonhos. Adoro acreditar que toda a minha vida ainda tem uma chance para se resolver e me oferecer um "feliz para sempre" que mais ninguém vai compreender mas sentir, e partilhar desse mesmo sentimento.
Se calhar sou inocente, se calhar gosto de acreditar em chances irrealistas, que na teoria têm tudo para me oferecer mas não se revelam nada práticas na prática!
Começos... É só nisso que penso e quero agarrar a cada novo momento da vida. Um defeito (?) notavelmente desconfortável no que conta a "tratar da minha vida", não sei viver na calma. Não sei esperar por um momento que se revele certo, ou ideal, ou perfeito (como cada um queira chamar). Tenho uma ânsia enorme por viver tudo, tudo ao mesmo tempo, sem perder tempo - influências pessoanas talvez? E é um erro que repito, vezes e vezes e vezes sem conta. E este tempo parece tornar-se infinito, uma espera que parece que se vai tornando demasiado (demasiado mesmo!!) longa...
Desculpa-me se te roubo a calma dos teus dias, te acelero todo o relógio, e todas as minhas horas parecem certas - mesmo as que deviam existir com espaço para ser as erradas. Não é forçado, isso não, vivo tudo na plenitude da verdadeira essência do que isto significa para mim. E acredita, sentimento não me falta. Ainda acredito que a vida nos vai dar uma oportunidade, à séria, e como muitos dizem "não há duas sem três" ou "à terceira é de vez". Eu sonho com isso, e vejo-nos como o exemplo clássico de "que tudo que é teu, a ti volta, deixa voar"... E voei, voámos, ora desencontrados, ora cruzando-nos, e eu só quero agarrar isso, agarrar que nada do que sinto contigo por perto se esfume num novo desvario. Não há, nunca vai haver, mais ninguém como tu. E eu espero, esperarei sempre, porque se há coisas que acredito são em começos. E o(s) nosso(s) nunca vai(vão) ser demasiado(s) para mim.

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