05 November 2011

sweet November


Nem todas as histórias têm de ter um final feliz, ou começar com "era uma vez", ou ter príncipes encantados e princesas apaixonadas. Isto é a realidade com que encaramos numa certa fase da vida. Que nem tudo aquilo que ouvimos e ponderamos como a nossa melhor chance de futuro desde crianças se vai realmente tornar verdadeiro.
Mas, não quero com isto dizer, que não nos podemos apaixonar, encontrar alguém que idealizamos como o nosso Romeu e ter uma história digna de um conto de fadas. Simplesmente, a vida nunca nos vai dar um final verdadeiramente feliz... Acredite-se ou não, aceite-se ou não, ninguém é realmente feliz para sempre. Pelo menos nunca da forma que idealizamos "como é ser-se feliz".
Todos (ou quase todos) os planos que fazemos para o nosso futuro não passam disso - de planos, de sonhos, de ideologias - que nós criamos ao mais ínfimo pormenor mas que depois nunca encaixam perfeitamente na realidade. A vida corre por si só, não precisa das nossas escolhas para encontrar caminhos e tomar atalhos e mudar de direcção. Só por si só faz surgir infinitas coisas que nunca ninguém prevê, pessoas com quem nunca antes nos tínhamos cruzado - e todo o curso se muda! De forma quase irónica; afinal qual é controlo que temos sobre nós. Pouco, quase nenhum.
Mas sujeitamo-nos, porque somos assim, não gostamos de desistir do que quer que seja, seja para provar a nós próprios ou aos outros do que somos capazes. Deixamo-nos cair em profundas desilusões e tristezas porque achamos que tudo vale a pena, somos capazes de sacrificar grande parte de nós porque achamos que vamos ser melhores assim. Mas são tudo passos, cheios de erros, que no fim só vão servir para nos afirmar a pessoa que sempre soubemos ser mas nem sempre soubemos aceitar. No fim, no fim mesmo de tudo, vamos achar que tudo significou algo, que nos marcou para o nosso bem, mas se virmos bem, não deixávamos de ser tão completos sem muitas dessas coisas.
(...)

Seja pelo espírito ou pelo tempo, ou até pelo dia, há coisas que parecem melhores ou piores de uns dias para os outros. E há coisas que não podem ser ditas de outra forma, não podem ser bem explicadas porque nem em nós fazem bem sentido. Deixemo-nos ir, dia a dia. Oportunidade por oportunidade. Sorriso por sorriso.

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