20 November 2011

não sabemos




Não é bem de perceber o modo como ele se deixa em mim. Talvez porque eu não queira saber o puro significado, ou simplesmente, porque ele não quer explicar-se de todo. E andamos em volta de um sem fim de momentos que não sei como lhes chamar. Ou como te encarar a ti. Como uma paixão ou como um amigo. Como uma grande atracção ou uma possibilidade de futuro. Não sei. Encalhamos numa situação reconfortante, nem tanto por minha vontade - provavelmente - mas que parece que funciona. Simplesmente não sei até quando, ou como, vamos saber lidar com isto. Pelos silêncios, que se parecem sempre pelo mais certo, ou mais fácil. Sim, acho que o nosso problema chegou aí. Deixamos de preferir as escolhas difíceis às fáceis (ou então, depende do ponto de vista, há muitos dias que acho que estamos a fazer as mais difíceis e complicadas de todas, simplesmente porque vale a pena - ou tem valido até agora). Connosco nunca existiram complicações, e isso deu-nos fundamento para tudo, seja bom ou mau. Mas não sei, como é que ele me olha e encara tudo. Se ele pensa sequer durante uns cinco escassos minutos em metade do que eu por vezes passo horas. Isto tornou-se perigoso. E não só para nós. Sinceramente, acho que nós - propriamente dizendo - nem pensamos nas mínimas consequências do nosso brinca-brinca que parece sempre louco e fantástico. Não sei: até onde, como, quanto, afinal é que ele gosta de mim, ou me vê como amiga ou mais. Isto dá cabo de nós, pelos inúmeros segredos, pelos momentos a sós que não há exactamente memória de como acontecem, pelas partilhas de conversas que não se tem com mais ninguém. Percebes o mesmo que eu? Ah! E o "pior", que vem dos olhares de fora, dos comentários, que supostamente tudo vê aquilo que nem eu nem ele vemos. Pelos vistos, os únicos a não ver... Começo a ficar sem espaço para saber onde "deixar" e "arrumar" isto. Mas, tudo vem a seu tempo, suponho! E não sei que mais perceber, ou tentar perceber.


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