17 October 2011

Guardo apenas uma memória hoje, não exactamente do que "faz um ano", mas como tudo aconteceu, dos sentimentos sentidos, das palavras ditas e arrependidas, dos hábitos estúpidos que já vão longe. Especialmente, da lição tirada. Do modo como se me cravou esta sensação em mim, e como passado um ano, em que se calhar já quase nada faz sentido de pensar, ou de pesar, eu não me esqueço da data, do dia da semana, da hora do dia, das palavras pesadas. Posso dizer que faz hoje um ano que tudo mudou. Mas é com um sorriso que o penso, mesmo que forçado e meio custoso para obrigar as lágrimas a ficarem no sítio. Nem tudo fica para sempre como gostávamos, mas é por todas as descidas que sabemos como nos preparar para as próximas subidas. E, afinal se eu consegui, quem não há-de conseguir?!
Este ano a memória criada e guardada é outra, mesmo que possa chamar de banal a hoje, vai ficar lembrado. E tenho bons motivos para conseguir adivinhar que daqui a um ano a vontade de sorrir vai ser maior, e porque se tudo mudou há um ano, nem tudo tem de ficar diferente sempre.
E mais uma vez, só posso dizer, quem não acredita é muito vazio. Posso dizer que já pensei, mais que uma vez, em deixar de o fazer, mas em algum ponto a nossa felicidade torna-se a premissa principal da nossa vida, e tudo que precisamos é fazer com que aconteça. Porque já desde sempre se dizia, "quem não arrisca não petisca".


Além disto, esta ausência tem sido causada por um profundo habituar do deitar cedo, e cedo erguer (literalmente). Mas felizmente posso afirmar que esta nova etapa começou muito bem, e que todos os dias me dá uma coragem reforçada de lutar por isto o melhor que sei, dar o máximo em tudo. Oficialmente eu e a UP estamos de pazes feitas :)