26 July 2011

btw



Vou de férias, FÉRIAS, F-É-R-I-A-S!!! :D




Temos de nos lembrar de nós, do que realmente nos importa para nos acharmos felizes. Posto isto, não podemos ter medo de arriscar, de pôr tudo que gostamos à frente do resto. Custe o que custar, doa o que doer, é preciso crer que há pessoas que valem por tudo, que merecem todas as nossas lágrimas. Que todos os maus momentos podem ser recuperados e compensados. As recaídas, os caminhos difíceis e "impossíveis" fazem todos parte do alcançar de algo maior e melhor, sério. Afinal, nunca ninguém disse que a vida era fácil. E as piores partes são sempre as que saberão melhor no futuro, todos sabemos disso.
Não há certezas de nada. Do quanto gostamos, de como gostamos, do que estamos dispostos a ultrapassar para provar isso. Mas é essa a graça disto tudo. Acreditar em algo, ter um motivo, um óptimo, para querer continuar em frente sem deixar nada perdido pela nossa passagem. Vai haver muitos, imensos momentos que vamos achar que desistir é a melhor opção, que afinal nem tudo vale a pena, que afinal não era nada como pensávamos, que nenhum de nós está correcto neste mundo. Mas, irónico ou não, vamo-nos rir no fim. Vamos saber que as dúvidas fazem parte. Que o medo ganha dimensões que na realidade não fazem sentido. E que tudo, mas tudo, tem o seu fim digno. Que o que vale mesmo a pena faz tão parte de nós como qualquer ponto fraco ou forte da nossa personalidade. E isso já quase nasce connosco, porque há um dia, um dia algures, que essa certeza surge, que o que sempre lá esteve disposto a surgir, surge. E fica. Fica por todo o tempo possível e imaginário, por todas as alturas que fugimos para trás mais do que corremos para a frente.
Mas isto é tudo assim, e nestas coisas não há modos diferentes, não há fins diferentes, é assim, e vai ser sempre assim.

23 July 2011

Não importa quantas vezes o mundo vai dar a volta. E com mundo quero cingir-me ao meu, à pequena percentagem de vida que existe em mim. Nunca vai importar as horas que passaram em que fui ou não feliz de mim mesma, no fim o que sempre vai ser de relevo, de notar, de dar importância, é o meu agora. O meu momento. Isso mais nada nem ninguém pode medir ou julgar. É um conhecimento próprio, o chamado auto-conhecimento que passamos toda a jornada a tentar alcançar. E não me conheço melhor ou pior por estar na partilha de alguém. E isso era uma lição que já devia ter tirado de todas as experiências, mas infelizmente ou não, por norma humana, tende-se demasiadas vezes a deixar o lado pensante, o racional, de fora quando vemos amor e corações em toda a parte (se me entendem).
Processando, resumindo e concluindo, a pior parte foi chegar à lucidez envolvida de sentimentalismo, ou como melhor me posso expressar, deixar-me gostar sem deixar de me pensar em primeiro, sem me separar da tão parte minha que, pessoalmente, se tornou a melhor companhia de vida (afinal se não gostar de mim, quem gostará?). Mas o problema astronómico, é superior a mim (a nós). A vida sem tempo, intemporal, mostra-me agora a pessoa que sou, mas só depois de passar por um processo muito envolvente que todos temos tendência de chamar amor. E por quanto mais tente eu ser eu, mais o meu ser se quer envolver em algo novo, que dê alento, um que eu (nós) nunca serei capaz de gerar sozinha. É uma fatalidade, chega ao cúmulo de não me deixar fazer sentido (pelo menos aos olhos de quem olha de fora). De não me deixar solucionar a questão maior de todas que me grita por dentro, que me vai gritar sempre, que nunca se vai calar. [...]


És. (E eu sou?)

12 July 2011


Nunca é fácil recomeçar a viver a nossa própria vida depois de um grande fim, de uma perda de um grande amor (chamemos-lhe assim).
Nos primeiros dias, o pior de tudo, é que se até aquele momento nunca tínhamos tempo para o que quer que fosse, a partir daí temos tempo a mais. E o pior é começar a preenchê-lo para não gerarmos demasiados momentos depressivos. E é aí que caímos na realidade que é com isto que temos de viver, sem a presença, o carinho e o abrigo que essa pessoa nos dava como mais ninguém.
Mas a parte mais dolorosa e traumática para nós surge a longo prazo, quando finalmente achamos ter encontrado alguém que possa ser da nossa medida. De facto, essa pessoa pode ser a certa, mais certa ainda do que a que já passou, mas não vai ser tarefa fácil descobrirmos isso. O medo da dor ensinou-nos nos tempos recentes que temos de andar sempre com cuidado, sem arriscar tudo para não poder perder tudo, e por muito que o coração diga que "sim, sim, sim", a nossa mente continua na fase de consciência, e acha o "talvez" sempre a partícula mais segura. E nós avançamos com tranquilidade, quase a passar despercebidos, para não marcar demasiado a presença. E até chegamos à fase que queremos voar, mas mais uma vez, algo nos lembra de que não temos asas. E permanecemos neste estado, meio melancólico e culpado, sem atitudes concretas, que nos deixa no limbo à espera da resposta ideal que "há-de aparecer" (esperamos nós, de um lado ou do outro).
É nisto que vivemos à custa dos lindos sentimentos que todos querem sentir. Não censuro ninguém, afinal que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu assim, mas às vezes temos de saber estar sozinhos, e saber esperar pela pessoa correcta sem aflições, sem mágoas, porque um dia é o nosso e nós temos de saber vivê-lo (sem ajudas).

08 July 2011



E se não correr como eu gostaria, ao menos sei que consigo estar bem sozinha.

04 July 2011


Vou ser breve, afinal acho que já gastei demasiadas palavras contigo. Mais uma vez chegámos a um impasse, que eu nem sei ao certo como lhe chamar. Criámos demasiadas barreiras entre nós, e o pior de tudo, foi chegar aos encontros perigosos que começámos a ter. Devíamos ter ficado no limiar da segurança e do conforto que tínhamos alcançado. Algures entre as conversas casuais e alguns momentos de nostalgia, que, para mim, foram o melhor que conseguimos ter depois de meses separados e com tantos problemas sentimentalistas.
O facto é este, como um dia te disse, como todas as relações o sabem (ou deviam saber). Nunca voltaremos a ser os mesmos, iguais. Afinal tudo tem um fim, mais próximo ou distante, e nós só temos de aprender a aceitá-lo, e saber lidar com ele da forma mais saudável e pacífica, sem criar buracos demasiado profundos que por vezes se tornam irrecuperáveis.
Por isto, e pelo que aprendi neste longo tempo, tenho que te dizer que um dia vou. Mas vou mesmo. Sem olhar para trás, sem voltar atrás! E tu vais-me deixar ir, sem me tentar puxar e sem insistir para que fique. Porque é isto que as pessoas como nós fazem, vivem-se enquanto têm para se viver, de forma agradável, e no dia que tiver de ser, será. E aí, não há paixão nem vontade maior, maior que aquele respeito com que nos soubemos comprometer no dia que decidimos que íamos ser felizes. Pessoas melhores.
E é isso que nós temos de saber fazer, por nós mesmos. E assim deixo-te as palavras, as melhores que tenho para ti, porque no fim, ainda mereces o melhor de tudo.