27 June 2011


Há um dia que chega e percebemos tudo. As maiores dúvidas, os maiores medos, decrescem. Os maus momentos, as más memórias, as grandes mágoas do passado ultrapassam-se, e nós ficamos bem. As desilusões deixam de importar. E nós esquecemos como podemos, guardando o que nos importa e libertando o resto. Começamos por tomar as nossas opções, próprias, sorrimos e levamos a vida com mais calma, sabendo que amanhã vai ser sempre tempo para mais um pouco. Um dia somos realmente felizes, pelas poucas coisas que deixámos em nós dos tempos anteriores, e das muitas que criamos no nosso dia-a-dia, que brilha sempre o quanto o quisermos. É neste dia que devemos investir, para não deixar que nada (nem ninguém) alguma vez nos roube o que somos, nos dispa a alma da forma mais baixa, e nos deixe uma pessoa desfeita de sonhos e esperanças. Somos o melhor ao ser nós mesmos. E há um dia, algures na vida, que temos certeza da pessoa que somos e como queremos ser. E sabemos que há pelo menos uma pessoa do nosso lado que nos vai suportar todos esses momentos, dos mais irreflectidos aos mais pensados, que nos vai ouvir a rir e a chorar, e que vai ter sempre a palavra ou o silêncio no momento certo. É por essa que esperamos, que às vezes encontramos sem saber. Essa que torna perfeito o nosso significado, e nos lembra como somos Realmente!! :)

22 June 2011


Não é um começo de histórias de amor, ou pelo menos, não deve ser. Mas isto nem sempre é compreensível, nem fácil de decompor em pedaços mais simples e pequenos. Nem tudo acontece da mesma forma, felizmente. As pessoas mudam-se em cada relacionamento, aceitemos os factos. E depois há relacionamentos que funcionam do mesmo modo, do género "para sempre". E é algures aqui no meio que encontramos as nossas pessoas, os nossos relacionamentos, que nos identificamos mais para um lado ou para outro. E é se calhar numa destas fases de vida, que não sabemos bem o que fazer com eles, como os gerar, como os entender e nos conectarmos com eles, ou aliás, com um ele digamos.
Pelo meio acabamos sempre perdidos em questões maiores, se devemos ou não, se podemos ou não, ou mesmo até que ponto queremos ir.
Seria bem mais fácil continuar nisto, deixemo-nos ir.