02 March 2011

Happy March



Este feliz mês de Março é recheado, completíssimo com 31 dias, de que faz parte um grande dia que já está em contagem decrescente! Bem, mas hoje em especial, venho dedicar-me à minha querida revista mensal, que comemorou ontem, dia 1, o seu quinto aniversário, e que me acompanha todos os momentos desde Agosto.
Hoje, quando a abri e li o editorial juro que tive de juntar todas as minhas forças para conter as lágrimas, para não as deixar deslizar pela cara abaixo. Recomendo a todas as mulheres que este mês não se esqueçam de o ler, porque foi simplesmente fascinante. Além das palavras da directora, que são um testemunho que realmente deixa-nos a pensar na vida, ela traz-nos um brilhante Shakespeare, no seu melhor.
Sinceramente, sinto que a minha vida tem muitos bons motivos inspiradores para correr e seguir o seu rumo o melhor possível daqui para a frente. Obrigada!


Depois de algum tempo aprendemos a diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. Aprendemos que amar não significa apoiar-nos e que companhia nem sempre significa segurança. Aprendemos que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E começamos a aceitar as derrotas com a cabeça erguida.
Aprendemos a construir a nossa estrada no hoje, porque o amanhã é incerto... Depois de algum tempo aprendemos que o sol queima se ficarmos expostos por muito tempo. E aprendemos que não importa o quanto nós nos importamos, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceitamos que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-nos de vez em quando e precisamos perdoá-la por isso.
Aprendemos que falar pode aliviar as nossas dores emocionais. Descobrimos que levamos anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podemos fazer coisas num instante, das quais nos podemos arrepender o resto da vida.
Aprendemos que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que temos na vida, mas quem temos na vida. E que os amigos são a família que nos permitiram escolher. Percebemos que as pessoas que mais amamos na vida são levadas de nós muito depressa, por isso devemos deixá-las sempre com palavras de afecto, porque pode ser a última vez que as vemos.
Descobrimos que levamos muito tempo para nos tornarmos na pessoa que queremos ser, mas que o tempo é curto. Aprendemos que não importa onde já chegamos, mas para onde vamos, e se soubermos isso, qualquer lugar serve. Aprendemos que, ou controlamos as nossas acções ou elas acabam a controlar-nos. E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, porque em todas as situações existem sempre dois lados.
Aprendemos que paciência requer muita prática. Descobrimos que algumas vezes as pessoas de que menos esperamos são aquelas que nos estendem a mão e ajudam a levantar quando caímos.
Descobrimos que só porque alguém não nos ama da forma que nós gostaríamos, isso não significa que esse alguém não nos ame com tudo o que pode. Aprendemos que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes temos que perdoar-nos a nós próprios. Aprendemos que não importa em quantos pedaços o nosso coração foi partido, o mundo não pára para que o possamos consertar. Aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Aprendemos que somos realmente fortes. E que a vida tem muito valor e que nós temos muito valor perante a vida!

2 comments:

Kate V. said...

É com cada post mais inspirador, V :D Tocou-me mesmo na alma, mais um para guardar para a vida, há tanto a reter!
Love you *

Diogo Silva said...

A isto chamo maturidade =P Gostei sim bastante =)