30 January 2011


É difícil virar a página. É muito custoso para uma pessoa encerrar o capítulo da vida que tem como principal, nos seus mais íntimos planos. É complicado saber gerir as emoções e os sentimentos dela com o mundo, e dela consigo mesma. Torna-se impossível (pensa-se) que volte a recuperar da queda maior de todas, da desilusão que toda a vida nos marcará, por todos os caminhos que nos convidem a experimentar, ou nós tentemos cair na tentação. Há coisas que realmente marcam desse modo, e nós sentimo-nos, como seres humanos que somos e pensamos, impotentes perante as forças que tudo que gira à nossa volta nos causa.
Mas, felizmente, é por todos estes momentos. Todos estes fins que se interpõem durante tempos e tempos, quase como num ciclo, na nossa vida, que conseguimos encarar o futuro de perspectivas melhores. É por todas estas fases que aprendemos a ser quem queremos ser e como vamos poder ser mais qualquer coisa do que pensávamos.
Faz parte do mundo, do nosso que criamos e geramos, todas estas coisas. Escolher o amanhã, ou o depois. Escolhermos, porque tudo faz parte disso, da nossa maneira de dar um passo em frente, de termos ou não iniciativas, de sermos grandes ou não naquilo que somos e queremos fazer.
O destino, aquele amigo íntimo dos que não gostam de tomar decisões, é um adereço simples. É um nome bonito para chamar aos nossos planos, para dizer que as nossas escolhas fazem parte de um universo superior e complexo, em que nós somos apenas um insignificante boneco que se move ao sabor do vento, das vontades exteriores.
Passo por dizer, muito simplesmente, seguimos para onde queremos, porque queremos. Lutamos pelo que queremos. Porque somos nós, apenas nós singulares, que temos a capacidade de fazer a escolha, de acreditar no que nós, nós próprios, queremos!

28 January 2011




Acho que hoje tenho tanto tanto para despejar aqui que nem sei por onde começar por vos contar a minha tarde invejável ao lado da K!
Só para começar assim muito brevemente, só posso dizer, um dia que eu me encontre em Paris vocês nunca mais me vêm a voltar. Eu adorei, eu apaixonei-me outra vez por todos aqueles sítios fantásticos que podemos lá encontrar. Nem sei explicar a vontade com que fiquei de viajar para lá.
Paris tem um encanto único, e até à distância eu parece que consigo imaginar-me a passear por todas aquelas ruas e pontes, e lugares mágicos e maravilhosos!
E digo, só espero em breve poder preencher todas as paredes do meu quarto com quadros como aqueles que me deliciaram hoje. Acho que todas as noites adormecia muito mais aconchegada.

Hoje, hoje só posso dizer, foi como se por momentos viajasse da Boavista directamente para o meio de Paris. Com macarons de café, um chocolate quente e a K como companhia, não podia pedir melhor!

20 January 2011


A felicidade é decidida por nós. A felicidade resulta das nossas escolhas no dia-a-dia. Tudo aquilo que fazemos hoje será-nos descontado no futuro. Não podemos pensar que a vida é feita de segundas hipóteses, porque não é, maioritariamente só temos direito a uma primeira e única oportunidade, e é nela que devemos empenhar toda a nossa dedicação.
Não é difícil de compreender, nem de lidar. Nem se deve desistir só porque houveram passados que ficaram por metade das nossas expectativas, por falhas nossas ou de outros - (afinal que importa agora?).
Devemos saber encarar a nossa vida como a melhor das chances para alcançarmos uma plenitude que pode durar por quanto tempo a desejarmos verdadeiramente. As escolhas são nossas. Está tudo à distância de uma vontade, do querer ou não, do alcançar.
Viver, está nas nossas mãos. Pôr tudo de nós na nossa jornada é a escolha que cada um de nós tem de fazer. Saber viver sem medos, sem receios, dar tudo, sem pensar se nos vamos arrepender, é certamente a melhor dica para descobrir intensamente o sabor da vida, o significado de tudo que é lindo e bom de desfrutar.
Ser feliz, fazer feliz, são tudo escolhas, mais ou menos arriscadas, mas sempre merecidas!

"Sê todo em cada coisa. Põe quanto és. No mínimo que fazes."

18 January 2011


Hoje o dia acaba assim. Amanhã só preciso de uma grande viagem pelas deliciosas e amigas montras desta época feliz de saldos. E de não pensar, em mais nada!

17 January 2011



7 coisas que fazer antes de morrer:
1- Escrever um livro.
2- Visitar Paris muitas vezes!
3- Ter um Mercedes.
4- Ter, no mínimo, dois filhos.
5- Falar fluentemente italiano.
6- Aprender a dançar salsa.
7- Passar umas óptimas férias em Havana.

7 coisas que mais digo:
1- Gosto muito.
2- O quê?
3- Não sei.
4- Whatever.
5- QUE LINDO!!! (virada para as lojas...)
6- Não gostas pois não? (Inês... de atender o telemóvel!)
7- Dói-me a cabeça.

7 coisas que faço bem:
1- Abraços.
2- Escrever.
3- Sorrir.
4- Ir às compras.
5- Tirar fotografias.
6- Ouvir as pessoas.
7- Silêncio.

7 defeitos:
1- Teimosa (q.b.).
2- Pouco orgulhosa.
3- Ter quase sempre razão.
4- Muito paciente.
5- Envergonhada.
6- Raramente pensar duas vezes.
7- Perfeccionista.

7 qualidades:
1- Muito paciente.
2- Ter quase sempre razão!
3- Persistente.
4- Amiga.
5- Super confiante.
6- Sempre decidida.
7- Ser mulher.

7 desafiados: Todos os que aqui passam e querem experimentar.

13 January 2011


A vida enche-se de planos, de objectivos, que são vazios. Que são riscados a meio da jornada e deixados para trás como coisas que afinal não valem a pena. A vida é cheia de coisas destas, de promessas esquecidas porque deixam de ter significado. O melhor é então parar de fazer previsões, de tentar controlar o amanhã em função do ontem e do hoje, deixar palavras como "sempre" mais bem guardadas para serem usadas com cuidado e só em ocasiões muito raras. Todos já vivemos assim, agarrados a sonhos que se calhar nem eram nossos, mas nos pareciam correctos por querermos sempre saber como ia ser daqui a muitos anos. A vida é inconstante, é incerta, tanto o amanhã pode estar nas nossas mãos, como ser uma (des)agradável surpresa! É preciso é estarmos aqui, de perto da nossa vida, viver o presente, o dito agora, porque mais nada vai importar se não agirmos segundo o que queremos e acreditamos.
É importante gostar é agora, agora mesmo, e amanhã, quando o vivermos, logo o saberemos.


p.s.: afinal de que vale a pena fazer uma promessa para o "sempre" cheia de vazio?

05 January 2011


Já vamos para o 5º dia do mês de Janeiro, o primeiro do ano 2011. Não vou dizer que este ano está a ser o melhor, afinal o que tinha a mudar mudou ainda em 2010.
Mas neste momento é altura de deixar para trás portas que se fecharam, os assuntos que ficaram resolvidos. Este ano é para se viver em pleno, em cheio, todos os dias. Não é para descuidar nenhuma hora, nenhum amigo, nenhuma amiga, nenhum sentimento. Por muito difícil que pareça a vida compõe-se, os ritmos mudam, as rotinas quebram-se e voltam, e o importante é estarmos lá erguidos para viver com isso. Não sermos assistentes da nossa vida que não pára de passar, porque por muito que gostássemos de parar o tempo em certos momentos, ele não pára. E nada nem ninguém espera eternamente por nós, porque aprendemos que não há nada imortal, e se há algo a valorizar é aquilo por que temos oportunidade de passar, e fazer com que nada seja tido sem valer a pena.
Este tempo é de esperança, de alegria, de felicidade, de luta, continuamente. E como me disse, como me proponho, como novos objectivos de vida, é não largar mais. É não desistir de acreditar nunca, primeiro em mim, e depois nas coisas que realmente também importam. É tirar lições e aprendizagens das coisas todas que vivemos, tenham acabado ou se mantenham, o importante é tirar boas coisas de tudo isso. Não esquecer que tudo é diferente, que nós próprios somos diferentes em quase todos os dias, e que temos de saber aceitar-nos e lidarmos o melhor que sabemos. Não vivemos bem sozinhos, e é isso que temos de encarar de frente. Deixar o orgulho de parte quando não tem motivo de existir, e com dignidade saber admitir os nossos próprios erros.
É preciso saber viver! E mais uma vez, estou muito feliz por esta conquista pessoal.
Só vos desejo, encontrem o melhor da vida, e de 2011!!