09 October 2010

sábado II


Para que importa arranjar significados à vida quando devia ser ela, por si mesma, a dar-nos os verdadeiros significados da nossa existência. A razão do porquê de aqui estarmos, de lutarmos por certos tipos de coisas que nem todos lutam, de escolhermos alguém para nos acompanhar nos bons e maus momentos. O porquê de fazermos estas escolhas, quando até há momentos que parecem não as conseguirmos controlar, são um pouco instintivas.
E quando somos nós próprios a impor-nos os significados que desejávamos, os propósitos das nossas vidas, mesmo esses saem tão diferentes, por vezes tão errados. Devíamos ter um manual de sobrevivência consoante crescemos na vida, enquanto mudam os tempos, as pessoas e os ambientes onde estamos.
Se calhar é só uma teoria estúpida, mas acredito que conseguiríamos todos arranjar uma forma de sermos mais felizes, mesmo que houvessem regras que não sabíamos que tínhamos de seguir, ou desistências que não sabíamos se íamos conseguir ultrapassar.

Como é que escolhemos as coisas, como é que as separamos por categorias e valores na nossa vida? Como é que aprendemos o quanto, ou quando, devemos sacrificar-nos por alguém? Ou por ninguém? Como é que podemos fazer todas estas coisas para não nos arrependermos nunca?
A vida torna-se demasiado curta para os que vivem agarrados a arrependimentos, a mudanças que nunca ocorreram no passado, e precisavam delas para conseguir viver no presente.
Vivo agarrada a tantas questões que nunca sei por quais hei-de optar. Que nunca sei quando vai correr bem. Ou correr mal.

p.s.: Odeio sábados destes.

1 comment:

daniela costa said...

entendo tão bem isto, porque é o mesmo que acontece comigo. um beijinho *