20 August 2015


Férias de verão significam libertação de espírito, de corpo e de mente. Foi tal e qual, sem qualquer restrição, que eu resumo os bons e longos dias quentes debaixo do sol e junto ao mar. Cabelo ao vento, molhado e recheado de sal, com a pele dourada, quase castanha, deixa automaticamente qualquer um mais feliz.
Mas, tudo isto fica reservado para uns futuros dias inteiramente dedicados ao recheado e rico diário das minhas férias, em breve.
É só um olá,
já voltei.

04 August 2015

Após a longa, longuíssima, ausência, voltei! De espírito renovado, alegre e energético. As férias soam a coisa oficial, finalmente, e eu nunca senti tanta ânsia pela entrada no carro e me fazer à estrada rumo a Lisboa, sentido Norte-Sul. Levo o meu Porto no coração, mas a necessidade de um sol brilhante, uma areia imensa e um mar quente, este ano, em especial, impõe-se acima de qualquer outro sentimento.
As malas estão quase prontas, este ano controlei-me (um pouquinho mais) e acabei por empacotar o mínimo indispensável, só (não interessa se vão haver camisolas que nem vão sair da mala).
O meu cantinho mereceu uma atenção especial, e aproveitei a boa onda do momento para renovar os ares, sinto-me especialmente feliz, e quero mostrá-lo ao maior número de pessoas. Afinal, ser feliz, verdadeira e genuinamente, é algo demasiado especial para guardar só para nós.
Assim me despeço, no primeiro dia de viagem, sem destino bem definido e sem planos rígidos. Vou ser só eu e o homem da minha vida, com toda a boa disposição que partilhamos. Este ano o meu sol vai ser mais brilhante, o meu mar mais quente e a minha alegria vai ser ainda mais vibrante.
Voltarei de coração cheio, de energias renovadas para mais uns meses de trabalho sem férias longas pelo meio.
Até já, até logo,
fui ter com o meu Verão.


15 December 2014


Há semanas, meses até, que fui confrontada com uma revelação que no mínimo (posso admitir) me chocou (porque surpreendida não chegava para descrever tal situação). Tal momento proveio duma conversa, de amigo para amiga. E desde esse dia, muitas questões se levantaram, muitas horas foram faladas e muita verdade foi trazida.
Mas, como todas estas histórias costumam ser, não houve ainda nenhum desfecho a que possamos chamar "chegou-se a uma conclusão".
Ainda assim, e porque eu adoro coisas que me façam pensar, eu obrigo-me a perguntar - Será mesmo possível abdicarmos de nós próprios por conforto? Por comodismo? (Obrigo-me a pronunciar "a" palavra!)
Em que altura da nossa própria vida decidimos deixar a coisa que nós somos, a personalidade que nos marca e define exactamente como somos, em prol de algo que (não) vivemos e (não) acreditamos?! Porque é que abdicamos do melhor que podemos ser por um prazer momentâneo de segundos?
Eu não acredito na vida assim, não acredito, nem quero acreditar, que alguma vez na vida temos de desistir e baixar os nossos próprios braços da luta que cremos ser a solução da nossa felicidade. As pessoas vendem-se por sonhos baratos - quando digo sonhos, falo em facilidades. Qual é a piada, ou qual é o objectivo de se ser fácil?!
A vida é absolutamente fabulosa se corrermos o risco de nos desafiarmos, de decidirmos coisas, se fizermos as nossas próprias escolhas. Sem receios de sermos julgados, de sermos confrontados com o olhar de desaprovação ou de tristeza duns quantos sujeitos que vão ter de se cruzar connosco. A realidade é só uma, ninguém está pronto para tudo, nem ninguém deve estar habituado a nada.
E o meu "medo" é só este, será correcto - para nós, e para os outros - hesitarmos tantas vezes seguidas carregarmos no botão que nos tira do jogo e nos permite recomeçar num lugar diferente?! Estamos a ser justos connosco próprios e com os demais, estaremos a ser os bons ou os maus...
Para quem não saiba, há sensações, que nenhum conforto, nenhum hábito, podem alguma vez alcançar ou sequer reconhecer. (Era só isto que eu queria dizer - "thinking out loud").